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Rodoviários de Santarém, no oeste do Pará, entram em greve.

Paralisação iniciou nesta segunda-feira dia 13/05/2013 e a negociação entre rodoviários e empresários ainda não obteve nenhum acordo.


Moradores esperam por ônibus em parada de
Santarém. (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Motoristas rodoviários de Santarém, no oeste do Pará, iniciaram uma greve nesta segunda-feira (13).  De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas Rodoviários, Osvaldo Mota, a reivindicação é por aumento de salários. Eles solicitam um reajuste de 16%, acréscimo no abono salarial de R$70,00 para R$ 120,00 e melhores condições de trabalho e segurança para motoristas e cobradores dentro dos ônibus.

O presidente disse ainda que a greve é por tempo indeterminado. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte, Washington do Vale, também informou por telefone que já enviou ofício duas vezes para a Prefeitura de Santarém pedindo um posicionamento sobre a decisão de greve, mas as negociações entre poder público, empresários e representantes dos trabalhadores do transporte coletivo não seguiram adiante.

Por meio de sua assessoria, a Prefeitura de Santarém disse que está de portas abertas para receber rodoviários e empresários para discutir a saída mais viável para o problema.

Por causa da greve, a Secretaria de Mobilidade e Trânsito (SMT) tomou uma decisão emergencial. Liberou a circulação de transportes alternativos como: vans, táxis e microônibus na modalidade lotação. Os veículos estão liberados para circular na cidade cobrando a taxa, por passageiro, de R$ 1,90.

“Todos que se voluntariarem para contribuir nesse momento, deve passar na secretaria, fazer o cadastramento, passar pela vistoria, porque também queremos dar veículos seguros para a população. Não vamos pegar qualquer pessoa que faça fretamento. Cada carro terá que ter afixado no vidro dianteiro a permissão da secretaria”, informou a secretária Heloísa Almeida.

Portos da Região Norte e investimento são saída para escoar produção

A solução para o problema do escoamento da produção agrícola brasileira passa pela transferência do embarque dos portos de Paranaguá e Santos, na Região Sudeste, para terminais da Região Norte. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil destacam que os portos de Santarém e São Luís são mais próximos geograficamente do Centro-Oeste, principal produtor de commodities como soja e milho, e que sua utilização ajudaria a desafogar a sobrecarga nos outros dois terminais. Mas para viabilizar o embarque pelo norte, é preciso concluir obras como a da BR-163 e da Ferrovia Norte-Sul, que marcham em ritmo lento. Além disso, como o volume produzido tende a aumentar e há uma defasagem histórica, o país terá que elevar drasticamente os investimentos em infraestrutura para atender às necessidades de escoamento de cargas.

"No caso do agronegócio, chegou o momento de a gente tomar como prioridade essas operações que levam o produto para o Norte de forma a não sobrecarregar Paranaguá e Santos. De uma safra de 87 milhões de toneladas de soja, em torno de 30 milhões são retiradas apenas por dois portos. O governo tem de concentrar obras, dar prioridade à BR-163 e à Ferrovia Norte-Sul. Se der, conclui em dois anos", defende Carlos Eduardo Tavares, superintendente de logística operacional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A entidade, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), concluiu estudo no início do mês apontando que no cenário atual o transporte por rodovias sai mais barato do que o multimodal, apesar de produtores reclamarem do valor do frete. "Iniciamos o trabalho porque temos que abastecer a região da seca no Nordeste de milho. Fazíamos o suprimento por transporte rodoviário de carga. Começou-se a falar sobre alternar com balsas e navios. Fizemos o estudo em março e fica quase o dobro. Enquanto o frete rodoviário sai a R$ 370, quando descarregamos e levamos para portos do interior [a fim de encaminhar para portos maiores] o preço sobe e atinge de R$ 650 a R$ 690", informa.

Para Tavares, "já está na hora de o governo buscar alternativas de modo de transporte". Entre elas, segundo ele, é melhorar a operação dos pequenos terminais hidroviários e dos portos e investir no modal ferroviário.

Maurício Lima, diretor de capacitação do Instituto de Logística e Suply Chain (Instituto Ilos), empresa de estudos e consultoria em logística, é outro a defender que a transferência dos embarques de grãos para portos da Região Norte é uma boa saída. Mas, segundo ele, a viabilização dos terminais de Santarém e São Luís resolve o problema apenas no médio prazo. "Segundo projeção nossa, até o ano de 2020 haverá aumento de área cultivada e aumento sucessivo da produção agrícola no Brasil. Mesmo escoando pelo Norte, continuará aumentando o volume para Paranaguá e Santos. Grande parte da capacidade dos portos brasileiros já está tomada", disse.

Lima ressalta que ao longo de décadas o investimento do país em transporte e diversificação de modais não ultrapassou R$ 1 bilhão ou R$ 2 bilhões. Para correr atrás do prejuízo, na avaliação do especialista, seria preciso destinar cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas de um país) por ano, o que equivale a R$ 80 bilhões. O número, no entanto, não é realista no contexto das contas do Brasil. "Se tudo der certo, não dá para disponibilizar mais do que R$ 30 bilhões. Nos seus melhores anos, o investimento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ficou em R$ 9 bilhões, R$ 11 bilhões. É muito melhor do que já existiu, mas aquém do que a gente tem necessidade", destaca.

Por isso, para o futuro, Maurício Lima prevê uma continuidade do crescimento travado. "Não é uma situação que terá um colapso, um apagão. Mas impede o Brasil de crescer a uma taxa mais forte", acredita. Lima antevê ainda a continuação de uma tendência já em curso, a saber, o investimento da própria iniciativa privada para garantir o escoamento de sua produção. "O arrendamento de terminais portuários próprios para um fluxo um pouco melhor já acontece, e no curto prazo não deve mudar".

Segundo Glauber Silveira, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), enquanto não há melhora os produtores contabilizam prejuízo. Silveira informa que cerca de 80% da safra atual de soja já foi colhida e que o embarque enfrenta demora e dificuldades. "Enquanto o normal em qualquer porto seria um dia de espera, no Brasil está levando até cinco dias. O transporte por rodovia também está mais demorado e caro, em razão das novas regras para descanso dos caminhoneiros", comenta.De acordo com ele, "a alternativa é o investimento, mas leva tempo". O presidente da Aprosoja Brasil defende mais empenho do governo na conclusão de obras como o recapeamento da BR-163 e a adoção imediata de medidas paliativas, como funcionamento dos portos aos domingos e feriados e em mais turnos.

Campanha de vacinação contra gripe é prorrogada em todo o Pará

Apenas 40% do público alvo foi imunizado no estado. Grávidas e indígenas estão entre os que menos se vacinaram.


A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi prorrogada até o próximo dia 10 de maio nos municípios paraenses que não atingiram a meta de pessoas imunizadas. De acordo com a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), apenas 40% do público alvo foi vacinado no estado. A campanha começou no último dia 15 de abril, e tem como objetivo reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus Influenza.

Segundo levantamento realizado pela Sespa, até o momento, o grupo que mais se vacinou foi o de parturientes, ou seja, mulheres que tiveram filhos há menos de 45 dias. Em seguida, estão as pessoas com mais de 60 anos, que apresentam 44% de imunizados; e crianças com menos de 2 anos, com 40%.

Ainda de acordo com os dados da Secretaria, os grupos que menos se vacinaram são os de gestantes e trabalhadores da área da saúde, ambos com 34%; e o grupo dos indígenas, com apenas 8% do público alvo imune.

A Sespa informou que a meta do Pará é alcançar 80% da população selecionada na campanha. Das mais de 1 milhão de pessoas que devem ser vacinar no estado, pouco mais de 400 mil procuraram o atendimento.

Postos de vacinação em Belém
A Secretaria de Saúde alerta que é importante que os paraenses tenham consciência de que a vacina pode evitar agravos desencadeados pela gripe; por isso, recomenda-se que os municípios que ainda não tenham atingido a meta adequada intensifiquem as ações para que as pessoas sejam imunizadas, o que inclui a abertura dos postos de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde aos sábados.
Além disso, a orientação é que os postos de saúde, que são administrados pelas prefeituras e não pelo Governo do Estado, funcionem em horário integral, ou seja, das 8 às 18 horas. Mas essa carga horária fica a critério das administrações municipais.

Clique aqui e confira as unidades de vacinação em Belém.

Vacinômetro
O Ministério da Saúde disponibiliza um monitoramento dessas metas, por meio do Vacinômetro, que encaminha diariamente os dados preliminares sobre a vacinação de cada município. No sistema, é possível conferir o desempenho de cada uma das 143 cidades do Pará.
Para acessar o vacinômetro, clique aqui.

Sintepp realiza audiência pública para debater Jornada de Trabalho com Hora Atividade


Como parte da programação da Greve Nacional, os trabalhadores em educação do Pará participaram da Audiência pública sobre Jornada com Hora Atividade na tarde de hoje (25), no Auditório João Batista da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).

Com a sala lotada, os educadores paraenses mostraram mais uma vez para o Governo Jatene que não recuarão na luta por condições dignas de trabalho. “De toda pauta de reivindicação que já encaminhamos para o governo, a lotação por jornada com hora atividade é uma das reivindicações que não abriremos mão, pois é uma luta histórica de nossa categoria”, comenta Mateus Ferreira, coordenador geral do Sintepp.

Organizada pela Coordenação Estadual do Sintepp com apoio dos parlamentares da Casa, a audiência contou com a presença de representantes da Seduc, CNTE e OAB/Pa e teve como objetivo discutir a fundo a importância da imediata implantação da lotação por jornada com hora atividade.

No dia 01/05 será realizado o ato público do Dia do Trabalhador. Os educadores paraenses seguem em estado de greve e todas as subsedes dever realizar assembleias locais para avaliar o movimento até o dia 09/05. A próxima assembleia da Rede Estadual ocorrerá no dia 10/05, com local a definir.

Região Norte teve crescimento nas exportações em março

O embarque de US$ 1,440 bilhões ao exterior, em março deste ano correspondeu a 7,46% do total exportado pelo país de US$ 19,320 bilhão. O aumento na comparação do mesmo mês de 2012 foi de 8,5%, sendo a única região brasileira a registrar crescimento nas exportações mensais. O Norte importou US$ 1,274 bilhão do mercado externo e houve saldo positivo de US$ 165 milhões. O Pará foi o maior exportador regional com US$ 1,194 bilhão e o Amazonas registrou o maior valor nas importações da região com US$ 1,060 bilhão no mês.


Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais vendeu ao setor externo com saldo de US$ 10,678 bilhões e as exportações registraram retração de 10,1% em relação a março de 2012. A participação da região sobre o total embarcado pelo país foi de 55,27%. A importação também foi a maior entre as regiões brasileiras no mês e somou US$ 9,916 bilhões, com isso o saldo regional ficou positivo em US$ 761 milhões.

A Região Sul vendeu US$ 3,464 bilhões, com queda de 3,98% sobre o comercializado em março do ano passado, nas exportações brasileiras teve participação de 17,93%. A região adquiriu US$ 4,085 bilhões no exterior, o que resultou no déficit mensal de US$ 621 milhões. O Rio Grande do Sul exportou US$ 1,412 bilhão, o maior valor entre os estados da região no mês e o Paraná foi o maior importador regional em março com saldo de US$ 1,694 bilhão.

As exportações da Região Centro-Oeste tiveram redução de 4,42% em março em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas regionais passaram de US$ 2,496 bilhões para US$ 2,386 bilhões, participação de 12,35% sobre o total exportado pelo país no período. O estado que mais exportou foi Mato Grosso, com vendas mensais de US$ 1,367 bilhão, e Mato Grosso do Sul foi o que mais importou no período, US$ 490 milhões.

Na Região Nordeste, houve queda de 19,74% no comparativo das vendas ao mercado externo em março deste ano. As exportações nordestinas representaram 5,83% do total mensal. Em relação às importações, as compras regionais somaram US$ 2,586 bilhões, o que levou a um déficit no mês de US$ 1,461 bilhão.

Manaus recebe Fórum dos Conselhos do Idoso da Região Norte

Evento vai acontecer na quarta (24) e quinta (25). Avaliar o controle das políticas públicas é um dos objetivos do encontro.



 A Secretaria de Estado Assistência Social e Cidadania (Seas), e em parceria com o Conselho Estadual do Idoso (CEI), promove nesta quarta-feira (24), a reunião especial do Fórum dos Conselhos do Idoso da Região Norte. Com o tema, 'Fortalecimento e Integração dos Conselhos', o encontro começa a partir das 17h. O evento acontece até quinta-feira (25) no Centro de Convivência do Idoso, localizadao na Rua Wilkens de Matos, esquina com a Avenida Alexandre Amorim, Bairro Aparecida, Zona Sul.

De acordo com o vice-presidente do CEI, Jorge Wagner Lopes, o encontro vai reunir representantes dos Conselhos do Idoso do Acre, Rondônia, Roraima e Pará, Tocantins e Amapá, além dos municípios do interior. Segundo o conselho, a reunião tem o objetivo de fortalecer os órgãos colegiados, avaliar o controle das políticas públicas e implantar o trabalho de atenção e defesa dos direitos do idoso em rede na região norte.

 Ainda de acordo com o CEI, o Amazonas vai sediar a reunião especial do Fórum Regional por apresentar programas e serviços que se tornaram referência nacionalmente, como o Centro de Referência e Apoio à Pessoa Idosa, coordenado pela Seas, e a Delegacia Especializada em Crimes contra o Idoso, que funciona na Rua do Comércio, no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul.

Nesta quarta, o encontro começa às 17h com o credenciamento. A solenidade contará com a participação da secretária titular da Seas, Regina Fernandes. O encontro será encerrado às 21h com apresentação cultural do grupo Imbaúba e coquetel especial.

No dia 25, as atividades iniciam às 8h, com a discussão do tema 'Criação e Efetivação dos Conselhos da Pessoa Idosa: Avanços e Desafios'. Em seguida, haverá o debate com o painel integrado: 'Papel dos Conselhos no Fortalecimento da Rede de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa' e a implementação das deliberações da III Conferência Nacional. Ao final, idosos do Projeto Vida Ativa vão apresentar a carta da região norte com pedidos de alterações no Estatuto do Idoso.